Orientação Vocacional:

porquê e para quê?

Alguma vez lhe perguntaram “O que queres ser quando fores grande?” e não soube o que responder? Já “é grande” e ainda não sabe? A verdade é que nunca existiu tanta informação disponível, mas, ao mesmo tempo, tanta incerteza no futuro. Neste artigo, tentaremos incidir alguma luz sobre um tema que tem ganho importância nos últimos anos, pelo impacto que tem na vida de cada um: orientação vocacional.

Atualmente, vivemos num mundo em constante mudança. Temos acesso a uma quantidade de informação avassaladora e, para complicar as nossas escolhas, é-nos apresentado um leque de opções vasto e muito variado para o futuro.

Deste modo, não é de admirar que existam imensos fatores que pesem nas decisões que tomamos todos os dias na nossa vida pessoal e profissional e, se, para os adultos, estas decisões são complicadas, para os jovens ainda o são mais.

É aqui que “entra” a orientação vocacional: um processo de autoconhecimento, de exploração de vários percursos profissionais e de desenvolvimento ou reforço de capacidades importantes para qualquer situação da nossa vida, que nos ajudam a tomar decisões de forma mais pensada e consciente.

Esta definição é tão redutora como abrangente, por isso vamos “quebrá-la” em dois passos para que possamos percebê-la melhor:

  1. No processo de orientação vocacional são identificadas capacidades, competências e interesses que possam influenciar os processos de decisão, assim como outros aspetos da vida pessoal, adequação às exigências profissionais e ainda relação com o mundo do trabalho. O objetivo, no fundo, é ajudar a construir um projeto de vida que favoreça a identidade pessoal, as aptidões, valorize a visão e aquilo que a pessoa considera importante e gira a expectativa em relação ao futuro;
  2. Como é que todas estas ideias se trabalham? Normalmente, o processo de orientação vocacional é composto por três fases: entrevista inicial, avaliação, e ajuda na tomada de decisão. Estas fases compreendem várias atividades, mediante o diagnóstico e avaliação das necessidades e perfil, entre as quais:
  • Apoio no processo de desenvolvimento da identidade;
  • Desenvolvimento ou reforço de competências, como autonomia, relações interpessoais, relação com a autoridade, gestão de carreira, inteligência emocional, etc.;
  • Informação acerca do sistema educativo e formativo no país e localmente;
  • Preparar possíveis transições ao longo do percurso formativo (educativo ou profissional);
  • Incentivar a procura ativa de informação e a aprendizagem/imersão em contexto real de trabalho.

A orientação vocacional assume-se, assim, como um importante processo de promoção de competências transversais para a vida que culminam numa tomada de decisão consciente e refletida.

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